terça-feira, 20 de janeiro de 2009

ÊXTASE



É quando me sinto embriagada,
levemente,
e a superfície começa a anuviar-se e adensar seus limites
com a névoa dos símbolos,
todos os barulhos, as vozes, as músicas,
misturando-se e confundindo-se,
que, abrigada pela dissolução,
submerjo-me no âmago do meu ser.
E sorvo grandes goles.

Foto:Andrzej G.http://8292.openphoto.net

6 comentários:

Georgio Rios disse...

Kayyann iria sorver estes versos como eu agora os sorvo, vinho sercreto...

Ricardo Thadeu disse...

Se toda embriaguês fosse delineada assim as ressacas seriam dores extasiantes.

Abraço.

j. monge disse...

muito bonito!
Mais do que vinho, esse poema tem gente lá dentro.

j. monge disse...

Claro que podes pescar no meu lago.
Obrigado!

Silvestre Gavinha disse...

Georgio, Ricardo e monge, é muita honra ter poetas a me visitar e dizer.
Isso me embriaga.

monge muito obrigada por abrir-me teu lago, adoro nadar nele. E vou sim, pescar.

M. disse...

Eu ando procurando um êxtase assim. Beijos. M.