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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Caminho da Ponta dos Araçás Servidão das Almas


Era uma casa pequenina, e um grande quintal onde os bois dos vizinhos entravam sem pedir.
Os meninos vinham em seu rastro e juntos comíamos pitangas, encarapitados na cerca do vizinho argentino que nunca estava.
Nos finais de tarde o vento cantava ao ritmo dos eucaliptos e os sapos faziam coro com sua lavra de bigorna, e seus ois de torcida.
Os grilos eram gentis e no verão as cigarras anunciavam o caminho dos Araçás.
A Lagoa, impassível espelho do passar miúdo de nossas vidas.
E pela manhã o céu fazia rubros degraus para a saída triunfal da Estrela Dalva.
Nesse ninho de intervalo, do lado de lá da Ponte e do Morro, nasceu André.
Meu Escorpião de Jade.
Meu encantador de planetas.
Meu cantor de histórias a completar.
Meu outubro glorioso.
O início de minha trilha de Terra Mãe.